Coisas de trintona...

Janeiro 11 2009

Olá a todos e um bom ano de 2009!

 

Aqui estou eu de novo, mais descansada, mais relaxada, depois de algumas mudanças no trabalho e de duas semanas de férias bem passadas. «Ano novo, vida nova» e este ano decidi mesmo cumprir o ditado. Estes ditados são muitas vezes pretextos para fazermos algo que há muito queremos fazer mas que adiamos constantemente, mas por isso mesmo são importantes, porque nos dão o impulso necessário. No meu caso, por acaso, coincidiu com as mudanças no trabalho que me permitiram aliviar 3 anos de stress de trabalho intenso por força das circunstâncias. E o alívio psicológico tem contribuído para o alívio físico, apesar de efectivamente a carga física (em termos de horários) ter sido reduzida.

 

Recomecei o ginásio, coisa que sempre fiz e que agora há 3 anos que tinha parado e que tanta falta me fazia. A verdade é que me tenho sentido meio zonza, como que a desintoxicar de tanto stress. O nosso corpo habita-se de tal forma a certas doses de adrenalina que mais tarde se ressente disso. Quando a adrenalina baixa começamos a ficar doentes (a adrenalina é um estimulante do organismo) e parece que estamos de ressaca, porque tudo o que fique abaixo daquelas doses de adrenalina faz-nos sentir com astenia. É essa a ressaca que sinto agora.

 

Todo este tempo foi passado com esse stress do trabalho e a viver essencialmente para a família, por motivos de doença de familiares, aos quais tive que dar apoio. Ressenti-me um pouco disso porque desde então que tento engravidar, e nada. E por isso escrevo hoje sobre este tema; porque a dificuldade de tar um filho é efectivamente nos dias de hoje uma das muitas coisas de trintona.

 

Adiamos a maternidade por causa dos estudos, por causa da vida profissional, porque atingimos cada vez mais tarde uma relação estável. A verdade é que quase aos 40 anos, e apesar dos avanços na saúde e na ciência, o nosso corpo já percorre a linha descendente no que se refere à estimulação hormonal. E isto é tão verdade para mulheres como para homens.

 

No meu caso, só ao fim deste tempo todo, e essencialmente de há 5 meses para cá é que me tenho preocupado com esta questão, essencialmente porque as idas ao médico não têm adiantado muito porque me pede sempre os mesmos exames e que não servem para muito, porque são exames sobre a minha saúde em geral, e não exames de despiste de funcionamento hormonal, por exemplo. Finalmente resolvi enveredar por um tratamento de Medicina Chinesa (para não ir para tratamento hormonais agressivos, na minha perspectiva e segundo descrições de alguns casos) e lá me indicaram exames hormonais, pelo que fiquei a saber que tenho problemas de progesterona. Nestes últimos meses o meu sistema hormonal tem regularizado e vamos ver no que dá, até porque não é em pouco tempo que eliminamos os efeitos de 3 ou 4 anos de stress no nosso organismo.

 

Tenho lido algumas coisas na internet e tenho ido ao fórum da Associação Portuguesa de Fertilidade, e apercebi-me de quantos casais no nosso país lutam por um filho, mesmo em idades mais jovens. Algumas daquelas pessoas que lá partilham as suas vidas (essencialmente mulheres) passam por situações mais ou menos complicadas de (in)fertilidade, mas partilham também como venceram ao fim de alguns meses ou anos e tratamentos, e até milagres que foram acontecendo. Depois de as ler tomei conhecimento que nada sei e que há tanto para aprender, e é incrível como quase aos 39 anos não sei nada de fertilidade e afins!

 

Hoje tenho pena de não ter tido oportunidade de ter filhos bem mais cedo, porque o espírito é diferente e podemos, aos vinte anos deles, ainda ter a juventude suficiente (em termos físicos) para viver muita coisa com eles. É isso que pretendo fazer, sempre que a minha saúde me permitir (já que aos vintes dos meus filhos, terei, na melhor das hipóteses, sessentas...): viver com eles experiências que os meus pais não tiveram oportunidade de o fazer comigo, porque os tempos eram outros e as mentalidades também. Viver, no sentido mais amplo e subjectivo da palavra, é o mais importante.

publicado por 30girl às 14:51


Olá, encontrei o teu blog por acaso, através do forum APF e como temos algo em comum (alentejanas) resolvi ler e acompanhar a tua história.
Infelizmente também sofro e infertilidade, se quiseres posso ajudar-te no que precisares.

Bjinhos e boa sorte na tua caminhada.

Aqui deixo o meu endereço do meu blog: http://queroumafamilia.blogspot.com/
gato a 12 de Janeiro de 2009 às 10:42

O blog da segunda adolescência.
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