Coisas de trintona...

Maio 26 2004
«Agradar a gregos e a troianos» é uma expressão usual e que de vez em quando nos atinge. De vez em quando somos confrontados com uma situação qualquer que nos dá indicação que afinal a pessoa x ou y até nem gosta de nós, ao contrário do que pensávamos ou ao contrário do que os seus comportamentos parecem indicar. De vez em quando somos surpreendidos com uma observação, um comentário, um comportamento que nos apanha desprevenidos.
Ficamos então a matutar que afinal nem toda a gente gosta de nós, que se calhar até nem somos assim tão boa pessoa quanto pensávamos ser, que se calhar até fizémos alguma coisa de mal. Ficamos logo angustiados a pensar que se calhar até temos que mudar, porque esta sociedade nos «ensinou» que a aceitação é fundamental e que a aceitação passa por gostarem de nós. Mais: esta sociedade não nos preparou muito bem para lidar com certas frustrações. Não nos preparou para saber dizer «Não» em determinadas circunstâncias.
Ou seja: realmente, de vez em quando, fazemos coisas erradas. Somos menos bons para os outros. Mas também os outros o fazem, também eles erram, também não gostamos de toda a gente. Em resumo, somos humanos. Deus mandou-nos ser bons, não nos mandou ser parvos, e às vezes penso que o nosso mal muitas vezes é estarmos sempre disponíveis para os outros, nunca dizermos não. As pessoas habituam-se de tal maneira à nossa fasquia tão alta que assim que nos desviamos um milímetro somos «apedrejados».

É por isso que tento não ter a minha fasquia tão alta. Prefiro surpreender indo lá acima de vez em quando, do que tentar estar sempre lá em cima. E sabem que mais? Sou muito sonsa, isto é, faço-me muito mais de parva do que aquilo que realmente sou. Só nos momentos críticos é que saco dos trunfos. Como dizia um personagem num filme que vi esta semana, as pessoas ficam mesmo interessantes quando nos julgam como parvos. E muitas vezes conseguimos atingir melhor os nossos objectivos se fingirmos que temos menos recursos que aquilo que damos a entender. Não podemos mostrar logo tudo à primeira. Nem à segunda. Às vezes temos que fingir que não percebemos. E adoro aqueles momentos em que saco de um trunfo e deixo as pessoas sem resposta.
publicado por 30girl às 15:25

Mais uma vez caido neste espaço..vejo que não tens dado continuação à prosa neste blog...pena..gostei desta visão dos trinta.
Zeus a 15 de Junho de 2004 às 14:30

Acho que o que descreveste é uma caracteristica tipica das mulheres.
trintapermanente a 28 de Maio de 2004 às 10:01

Obrigada pelo teu comentário, Zeus. E gosto da tua perspectiva pelo lado positivo. Continua a visitar-nos e a escrever. :)
30girl a 27 de Maio de 2004 às 23:32

..pois é..não se pode agradar a todos, mas ai é que está a maravilha de ser mortal, as relações e ralações e interacções que provocamos uns nos outros.
Gostei da prosa do teu Blog!
Zeus a 27 de Maio de 2004 às 16:08

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