Coisas de trintona...

Fevereiro 15 2004
Tenho recebido muitas mensagens (públicas e privadas) de felicitações ao meu blog. Fico muito contente porque não esperava nada disto. E é a propósito dessas mensagens que escrevo hoje sobre este tema.

Sabem como nasceu o meu blog? Estava eu a frequentar um módulo de informática num curso pós-laboral. Tudo aquilo para mim não era novidade nenhuma, e decidi então mexer em algo que fosse desconhecido. Decidi criar um blog. Ali assim à pressa, sem saber muito bem o que lhe chamar e sem saber para que serviria, porque só sabia que não queria um blog de «fait-divers». Mas lá criei o blog e decidi chamar-lhe «Coisas de trintona», pelas razões que alguns já conhecem: porque sou «trintona» e porque senti necessidade de escrever e partilhar fragmentos dum processo de mudança que (acho que) atravesso e que o considero muito semelhante à adolescência.

Sempre achei que o meu blog nunca seria muito visitado (e até nem é, porque das quase 900 visitas, muitasssssssssssssssssss são minhas, claro!), e por isso muito me surpreendo pelos bons comentários que tenho recebido, ao fim de 16 artigos. Algumas pessoas que «me lêem» fazem-no em privado, para o meu mail, embora eu gostasse de ter autorização para publicar alguns desses comentários. Acima de tudo mais pela riqueza da partilha de sentimentos comuns, que pelo regozijo pessoal. Um dia destes gostaria de publicar como artigo um dos vossos comentários, com o vosso «nome». Estejam eles de acordo com o que penso, ou não. Não quero que fiquem com a ideia que só os elogios são bem-vindos. Aceito críticas, só não aceito comentários «de baixo nível» como vejo em alguns blogs.

Ainda não convidei ninguém a ser autor no meu blog, porque na verdade quero ser só eu a autora, embora venha a publicar com destaque de artigo textos que não sejam da minha autoria. Não me levem a mal por ser a única autora, mas «Coisas de trintona» é autobiográfico e não propriamente um forum de discussão, embora haja algum espaço para isso.

O desafio que vos deixo então é o seguinte: publicar com destaque de artigo um comentário vosso, ou um texto que me enviem, ou um poema, uma história, ou até uma imagem. Sempre dentro do espírito e temática deste blog.

Voltemos ao início: agradeço as vossas visitas, leituras, comentários, elogios, emails. E espero que continuem a voltar. Porque sem vocês que me lêem, este blog não tem vida suficiente.
publicado por 30girl às 16:26

Reacções positivas aos nossos feitos? Todos esperamos! Resta saber se os amigos conseguem julgar-nos para além da subjectividade. Esta é uma incógnita permanente.
omeucoco a 17 de Fevereiro de 2004 às 15:01

Sobre este ultimo comentário... com o devido respeito, por mais patético que possam achar que o artigo seja, para mim está carregado de razão. Por um lado acho natural que as "crónicas" tenham medo de voltarem a sofrer com novos relacionamentos mas se formos fechar sempre a porta a quem quer entrar no nosso coração estaremos a condenar o nossa felicidade, partindo do pressuposto que a felicidade para por um novo relacionamento. Mas existe ainda um outro lado que não foi falado. Muitas vezes, depois de relacionamentos que não deram certo, algumas pessoas condicionam de tal maneira o dia a dia que não têm tempo para mais nada. Isto tudo com objectivo de "fugir" da entrada de novas pessoas nos seus mundos. MAs quando a pessoa, aparentemente certa, aparece é-lhes impossivel voltar atrás, ou seja, tornam-se escravas daquilo que criaram. Para crescer é preciso viver, e sofrer... mas sofrer porque se quer sofrer, essa é a verdadeira tragédia.
Paulo Ferreira a 17 de Fevereiro de 2004 às 13:33

Li ha pouco tempo um artigo q acho q será do teu interesse tb e de quem aqui vem visitar;
"Porque não se casam as solteiras" na revista ELLE de Fevereiro.
O artigo é patetico, define as
solteiras "cronicas" como frustradas das experiencias anteriores e por isso cheias de medos p experiencias futuras, com "um grau de exigencia desmedido e uma enorme falta de paciencia p testar novos namorados".
Define p estas mulheres a fase do enamoramento como uma fase penosa por haver sentimentos envolvidos e por consequentemente condicionar a sua vida/rotina de solteira que embora "miseravel", é-lhe familiar.
Resultado; "Aquilo que mais queria perde o interesse (assim) que é seu". E passa imediatamente a criar estrategias para deixar o "amado", elaborando um inventario de defeitos.
O artigo termina c um conselho; "Para n se tornar eremita, comece a registar(...) os sinais de alarme (...)Procure travar de forma consciente o seu inconsciente. Só assim poderá ter uma vida afectiva normal".
Alguem se identifica com o q o artigo diz? La por sermos solteiras temos necessariamente que ser paranoicas?
Todos temos as nossas experiencias, que obviamente condicionam o nosso futuro, se assim n fosse nunca aprenderiamos, nunca amadureceriamos- Chama.se a isto CRESCER -
Caso contrario seriamos uns eternos ingenios, o que apartir de uma certa idade e experiencia eu passaria a adjectivar de uma forma diferente...

Vale a pena ler o artigo!
Trintapermanente a 17 de Fevereiro de 2004 às 09:48

Sim Mocho, isso é verdade, mas tb é verdade que blogs com nomes daqueles não chamam a atenção de toda a gente. Eu não visito os «25 mais» porque só os títulos dão vontade de fugir. Isto é como a lei do mercado: às tantas, depois de se irem conhecendo as coisas, elas valem por si só.
30girl a 16 de Fevereiro de 2004 às 22:50

o problema de não sermos visitados, é por causa da "porcaria" dos 25 mais visitados...
quem entra naquela pagina o que faz? vai visitar os 25 mais visitados e assim eles ficam sempre nos 25 mais visitados... uma pescadinha de rabo na boca..
mas...força no pedal
o mocho..
mochinho a 16 de Fevereiro de 2004 às 19:00

Terás aqui um visitante permanente e sempre com uma vontade cada vez maior de ler os artigos. Continua...
Paulo Ferreira a 16 de Fevereiro de 2004 às 11:04

O blog da segunda adolescência.
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